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Grande parte dos Membros da Academia Petalógica Mineira adota o anonimato como prerrogativa. Deles é direito e nosso braço (ou tentáculo) internáutico felizmente em nada pode alterar tal jurisprudência. Abaixo, e, esperamos: em paulatina expansão, nossos partícipes que, de livre vontade ou concupiscente arbítrio, decidiram assumir a senda merencória, merdívora da Exposição: tortuosa porém em consonância com a libido que alimenta os espíritos petalógicos. Senhoras e Senhores, apresentamos-lhes efígie e breve auto-relato daqueles que sustentam a petaerectibilidade de nosso Esprit! . . . Dos viris Membros da A.P.M.: I - Barão deVueGaie
"O universo me compreende e me engole com o espaço; eu o compreendo com o pensamento e a luxúria! É inútil, injusto que se afeiçoem a mim... Enganaria aqueles em quem fizesse nascer o desejo; não sou o fim de ninguém e não tenho com que satisfazê-los! Sou culpado se me faço amar e se levo as pessoas a se afeiçoarem a mim! Como podem comprovar através de meu tratado, parapascalino, que engolfa a Patafísica Aritmética dos Triângulos, sou um Geômetra! Calmo e inebriado! Não é justo que sintamos dor como os anjos! Estendo-lhes a mão! O corpo ama a mão; e a mão, se fosse dotada de vontade, deveria se amar assim como a alma a ama. Em seus movimentos freneticamente ascensionais e descensionais (ou adentradores e desadentradores), que minha mão seja por demais presente: tenho membros pensantes! Sou capaz de enxergar o nada de onde foi tirado o infinito pelo qual serei engolido! Os atos são sangrentos, mesmo que todo o restante da comédia tenha alguma beleza. A Terra finalmente é jogada sobre a cabeça! Eu habito além das Águas... Abandono-me ao lado de Deus! Por tal lado, a presença dos objetos visíveis nos toca mais que a esperança dos invisíveis? A solidez dos invisíveis mais que a vaidade dos visíveis? Abocanhemos as tetas de Tirésias! Leve começo, amelgaçado colostru! A Natureza não tem nenhum horror ao vazio! E nós, Petalógicos, caídos em nossos verdadeiros lugares sem conseguir reencontrá-los! 'Hilá! Hilá! Hilá-hô! Eh! Eh! Tum tum tum tum tum tum tum VLIIIMIIIIM BRÁ-ÔH BRÁ-ÔH BRÁ-ÔH!FUTSCH! FUTSCH! ZING-TANG ZING-TANG TANG TANG TANG PRÁ Á KK!' (enternece-lhes ou nauseabunda-lhes meu lusitano e caprino grivo!?) A meu respeito, anseio que bradem: 'Tudo nele é digno de Vossa cólera!' Em minha extrema-unção, que sejam dirigidas a Deus as seguintes palavras: 'Eis aqui Aquele que (Vós) tanto desejastes!'" (B. de V.G.)
II - O.M. (Otacílio Melgaço)
"Ó Mortais, vinde contemplar o espetáculo das coisas mortais... Alerto-vos, entretanto: não me definirei aqui: tenho receio de que minhas frases se tornem gramaticalmente inexatas...e...singelo, parco, conciso: (o)taciturnar-me-ei após magistral parabolé baronês. Ó Mortais, vinde espetacular a contemplação das coisas mortais: de profundis, crenças sobre o infinito, vidas imaginárias, peles de onagro, firodea, sete andares, lamentos das crianças fúteis, infernália, cartas a L'Echo, deuses no exílio, preces atendidas (a sangue frio), ainsi soit-il ou les jeux sont faits, sonambulismos, o horror! o horror!, lapsus linguae, asfódelo desconhecido, Pens'all'Eternità!, coisas transparentes (a tranqüilidade é uma coisa bela!), baladas para Gérard de Nerval, diários só para mim, Mehr Licht/Mehr Nicht, olhem os arlequins!, enfilanthrope, princesas de vidro e marfim e embriaguez, histórias das máscaras, Schwob|bowhcS, contos dos bebedores de éter, ilhas do Duplo, wide sargasso sea...: a educação sentimental perpetrada por priápica petalogia... Da Academia? Em avistando a pálida e ampla lua; estatuetar-vos perante as flechas de cada um dos gênios infantis alados que acompanham Cupido e Vênus, mal reveladas pelo primeiro raio dourado do Oriente; dir-se-ia que finda o antigo mundo e aqui começa o novo.!. S u f f i c i t !" (O.M.) |
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c o n s t r u ç ã o